quinta-feira, 31 de março de 2011
Socialização
Teoria do conhecimento
Embora a Religião pretenda o conhecimento total do Universo, a sua forma de enfoque é bem diversa da Filosofia, posto que a religião pretende este conhecimento pela fé, pela revelação, ao passo que a Filosofia o pretende pela razão.
O estudo filosófico pode ser encarado ou dividido pelas teorias seguintes:
1) Teoria da Ciência - conduta teórica do conhecimento científico.
2) Teoria dos Valores - da conduta prática. Os valores éticos, religiosos e estéticos.
3) Teoria da concepção do Universo.
O que vai nos interessar é a Teoria da Ciência, que podemos dividir em Formal e Material.
Formal é a Lógica, a correção formal do pensamento, a concordância dele consigo mesmo, responderia à pergunta: "É o pensamento correto?"
Material é a Teoria do Conhecimento. Também chamada de Epistemologia ou Gnoseologia. Procura ver a certeza do conhecimento. Responde às perguntas "Existe concordância do pensamento com o seu objeto? Até que ponto o Sujeito apreende o Objeto? É o pensamento verdadeiro?"
A Teoria do Conhecimento só aparece de forma autônoma a partir de John Locke, e, podemos dizer que chega ao seu ápice com Kant, com sua obra "Crítica da Razão Pura".
Mas, afinal o que é o Conhecimento?
Podemos encará-lo por um prisma psicológico, que investiga o processo psíquico do conhecimento. Se o observarmos pelo método fenomenológico, que estuda o fenômeno do conhecimento, vamos ver a essência desse fenômeno, a relação dual entre o Sujeito cognoscente e o Objeto conhecido em si, e a imagem do Objeto que chega ao Sujeito.
Se observarmos o Conhecimento apenas do ponto de vista do Sujeito cairemos no chamado Psicologismo, nos restringimos ao fenômeno apenas quanto ao processo psicológico.
A imagem do Objeto deve retratar verdadeiramente o Objeto. Qual a concordância existente entre o Objeto e sua imagem? Se nos apegarmos apenas a este prisma teremos o que chamaríamos de Logicismo.
Por outro lado se nos restringirmos apenas a explicar o fenômeno do conhecimento pelo estudo do Objeto, encontrando nele toda a explicação do mesmo, cairemos no Ontologismo, exagero na interpretação do ser fora do Sujeito cognoscente.
Vemos, portanto, que nem a psicologia, nem a lógica, nem a ontologia explicam sozinhos o fenômeno do conhecimento.
Ele deve, pois, ser visto por uma explicação filosófica, a esta teoria alguns deram o nome de Gnoseologia, Epistemologia, ou ainda, Teoria do Conhecimento.
Para fazermos o seu estudo, tentaremos responder a cinco perguntas fundamentais:
1.- Pode o Sujeito apreender realmente o Objeto? Qual a possibilidade do Conhecimento?
2.- O homem sendo um ser intelectual ou espiritual e ao mesmo tempo um ser sensível, de um lado a razão e do outro o experimento, qual deles é a fonte? Qual a origem do Conhecimento?
3.- Havendo a relação entre o Sujeito e o Objeto, quem determina a relação, o Sujeito ou o Objeto? Qual é a essência do conhecimento?
4.- O Sujeito apreende apenas o Objeto pela razão, pela dedução? A intuição, o conhecimento intuitivo existe? Quais são, pois, as formas do Conhecimento?
5.- E, finalmente, um último problema: há um Conhecimento verdadeiro? Como distinguir o Conhecimento falso do verdadeiro? Qual o critério para determinar a separação entre o falso e o verdadeiro? Qual o critério do Conhecimento?
Neste trabalho nos restringiremos a discutir a primeira pergunta: É possível o Conhecimento? Existe efetivamente a Possibilidade do Conhecimento? Este tema é importantíssimo para as posições filosóficas do Rito Moderno, razão porque nos ateremos a ela.
Várias são as doutrinas existentes.
Vejamos primeiro o DOGMATISMO.
A palavra dogma, na Grécia, começou a ser usada como doutrina fixada, como decreto, como opinião aceita.
Atualmente, emprega-se o termo no sentido de afirmação sem justificativa lógica, fundada em autoridade civil, cultural, científica, militar ou religiosa.
O dogmatismo afirma que o Conhecimento é possível, posto que existe o contato real entre o Sujeito e o Objeto, e este contato torna o Conhecimento como exato, como verdadeiro. Não há dúvidas quanto a possibilidade do Conhecimento.
A primeira posição do homem, histórica e psicologicamente, é dogmática, é o homem ingênuo, é a criança. Tudo que o homem vê, sente e pensa é verdadeiro.
O problema estudado pela Epistemologia não existe para o dogmático, e que como problema filosófico só vai aparecer com os Sofistas.
Como teoria oposta ao dogmatismo temos o CEPTICISMO OU CETICISMO, quando afirma a impossibilidade do Conhecimento, para ele não há o contato real entre o Sujeito e o Objeto, o Sujeito não tem condições de apreender o Objeto.
Deste modo, o céptico defende que o homem deve se abster de todo o julgamento, pois não há juízo verdadeiro. Esta posição tem origem com Pirron de Elis, é chamada de cepticismo radical, geral ou universal.
Contudo o cepticismo absoluto se contradiz, pois no momento em que afirma a impossibilidade do Conhecimento, expressa um juízo, emite um julgamento, ora, diz conhecer.
O cepticismo pode ser no entanto parcial, atingindo apenas um campo do Conhecimento humano, podendo ser ético (como o de Montaigne), pode ser teórico, sendo metafísico(como o positivismo de Augusto Comte), religioso (como o agnosticismo de Herbert Spencer), pode ser metódico (como a dúvida de Descartes).
É também intitulado de cepticismo acadêmico, a doutrina chamada de probabilismo, pregada por Arcesilao e Carneades, que afirma não ser possível o conhecimento total, verdadeiro, em qualquer campo do Conhecimento, posto que nunca podemos ter certeza, mas sim que parece ser, que é provável.
Ainda, dentro do âmbito do cepticismo, não chegando aos seus extremos, estão o subjetivismo e o relativismo.
Defende o subjetivismo, numa posição psicologista, que o "o homem é a medida de todas as coisas". Só há verdades para um sujeito, tanto como indivíduo como para o sujeito geral, o gênero humano.
Por sua vez, afirma o relativismo que nosso conhecimento só é verdadeiro em relação a nós, só é possível o Conhecimento dentro das nossas limitações, inclusive as externas, não se restringindo ao psicologismo do subjetivismo. A nossa possibilidade de conhecimento é relativa a influência do meio em que vivemos, do ambiente cultural em que vivemos. Uma paisagem vista a olho nu ou por intermédio de um binóculo são duas verdades diferentes.
O subjetivismo teve sua primeira posição histórica com os Sofistas, e o relativismo como teoria com Pitágoras.
Modernamente vamos encontrar o relativismo com Osvaldo Spengler.Uma posição moderna de cepticismo vamos constatar no pragmatismo de William James. Para os pragmáticos não é possível haver concordância entre o sujeito e o objeto, este conceito de verdade é inválido. Só é verdadeiro o que é útil, o que é prático, pois o ser humano é um ser prático por excelência, um ser de ação. Só é verdade o que aproveita à vida. O pensamento não existe para se conhecer a verdade, e sim para orientar o homem na sua realidade prática. Efetivamente tal teoria nega a esfera da lógica, não reconhece a autonomia do pensamento.
Finalmente, uma posição que pretende ser a síntese entre a tese dogmática e a antítese céptica. Chama-se Criticismo.
O Criticismo, de um lado aceita a possibilidade do conhecimento, está convencido de que há uma verdade, por outro lado desconfia de todo conhecimento determinado. Sua posição não é dogmática, nem céptica, mas sim reflexiva e crítica. Estaria entre a temeridade dogmática e o desespero céptico.
Esta posição crítica já vemos delineada em Platão, em Aristóteles, nos estóicos, mais recentemente em Descartes e Leibnitz, mais ainda em Locke e Hume. Mas aquele que é considerado o verdadeiro fundador do Criticismo é Emanuel Kant.
O Criticismo é "aquele método de filosofar que consiste em investigar as fontes das próprias afirmações e objeções e as razões em que as mesmas se baseiam, método da esperança de se chegar a certeza."
É evidente que quando se pretende ter uma Teoria do Conhecimento, admite-se "a priori" a possibilidade desse conhecimento, por menor que seja. O que se pretende quando se estuda a Teoria do Conhecimento é pesquisar seus pressupostos, suas condições, um exame crítico dos fundamentos do conhecimento humano.
Eis porque atingindo o homem a idade adulta da razão não pode aceitar teses dogmáticas, eis porque o Rito Moderno se afirma como adogmático. Para o Rito Moderno o homem não é mais a criança de seus primórdios históricos, não é mais o homem primitivo que aceitava verdades dogmáticas, baseadas no medo, na ignorância, na autoridade "ex-cathedra".
O homem é um ser livre para pensar, refletir, criticar, como afirma o princípio Maçônico da busca incessante da Verdade.
Protistas
quarta-feira, 30 de março de 2011
VERBOS: MODO SUBJUNTIVO
É a classe de palavras variáveis em pessoa, número, tempo, modo e voz, que indicam ação(correr), estado(ficar), fenômeno(chover), fato(nascer).
Pessoa = varia a forma verbal para indicar a pessoa gramatical a que se refere.
1ª pessoa - orador (que fala)
2ª pessoa - interlocutor (com quem se fala)
3ª pessoa - assunto (de que se fala)
Número = varia a forma verbal para indicar o número de sujeitos a que se refere
Singular - refere-se a um único sujeito. Por exemplo, o menino fala.
Plural - refere-se a mais de um sujeito. Por exemplo, os meninos falam.
Tempo = varia a forma verbal para indicar o tempo em que o fato ocorre.
Presente - indica que a ação acontece durante o momento em que se fala. Por exemplo, eu estudo.
Pretérito - indica que a ação aconteceu antes de se falar. Por exemplo, eu estudei.
Futuro - indica que a ação vai acontecer depois de se falar. Por exemplo, eu estudarei.
Modo = varia a forma verbal para indicar o modo em que ocorre o fato.
Indicativo - indica uma certeza, uma realidade. Por exemplo, eu sempre estudo.
Subjuntivo - indica uma dúvida, uma possibilidade. Por exemplo, talvez eu estude amanhã.
Imperativo - indica uma ordem, um pedido. Por exemplo, estuda agora, menino.
Além dos três modos verbais, existem as três formas nominais, observe:
Infinitivo - passa a substantivo. Por exemplo, o correr…
Gerúndio - passa a substantivo. Por exemplo, o formando…
Particípio - passa a substantivo ou adjetivo. Por exemplo, o feito… e o trabalho realizado.
Voz = indica se o sujeito pratica ou recebe a ação.
Ativa - o sujeito pratica a ação, por isso é um sujeito agente. Por exemplo, o soldado invadiu o velho casarão.
Passiva - o sujeito sofre a ação, por isso é um sujeito paciente. Por exemplo, o velho casarão foi invadido pelo soldado(forma analítica); invadiu-se um velho casarão(forma sintética ou pronominal).CIENCIAS VIRUS E BACTERIAS
Vírus
Por existirem muitas divergências sobre se os vírus se enquadram ou não entre os seres vivos, estes "organismos" não estão inseridos em nenhum dos grandes reinos dos seres vivos, daí a necessidade de serem estudados à parte.
Suas principais características são:
- Não possui estruturas celulares (membrana plasmática, citoplasma, etc.).
- São formados basicamente por uma cápsula protéica denominada capsômero que contém em seu interior um só tipo de ácido nucléico: DNA ou RNA, nunca ambos. Alguns vírus mais complexos podem apresentar também lipídios e glicídios presos à cápsula.
- São tão pequenos que podem penetrar no interior das células das menores bactérias que se conhecem, (100 a 1000 Å), portanto são visíveis somente ao M.E.
- Só apresentam propriedades de vida quando estão no interio0s de células vivas. Por isso são considerados parasitas celulares obrigatórios.
Reprodução dos Vírus
Um dos vírus mais estudados é o bacteriófago ou fago, que ataca bactérias reproduzindo-se em seu interior. Estes vírus são inofensivos ao homem e a outros animais.
A forma de reprodução dos vírus dentro de uma bactéria dá-se o nome de reprodução por montagem.
Doenças Causadas por Vírus
Os vírus podem causar doenças em plantas e animais. As principais doenças causadas por vírus que atingem o homem são:
Hidrofobia (Raiva): saliva introduzida pela mordida de animais infectados (o cão, por exemplo). Infecção: o vírus penetra pelo ferimento e instala-se no sistema nervoso. Controle: vacinação de animais domésticos e aplicação de soro e vacina em pessoas mordidas. Sintomas e características: febre, mal-estar, delírios, convulsões, paralisia dos músculos respiratórios (é doença mortal).
Hepatite Infecciosa: transmissão: gotículas de muco e saliva; contaminação fecal de água e objetos. Infecção: o vírus instala-se no fígado onde se multiplica, destruindo células. Controle: injeção de gamaglobulina em pessoas que entram em contato com o doente; saneamento, cuidados com alimentos ingeridos. Sintomas e características: febre, anorexia, náuseas, mal-estar, icterícia (pode ser fatal).
Caxumba: transmissão: contato direto; objetos contaminados; gotículas de saliva. Infecção: o vírus multiplica-se nas glândulas parótidas; eventualmente localiza-se em outros órgãos, como ovários e testículos. Controle: vacinação. Sintomas e características: parotidite (infecção das parótidas), com inchaço abaixo e em frente das orelhas (pode tornar a pessoa estéril se atingir os testículos ou os ovários).
Gripe: transmissão: gotículas de secreção expelidas pelas vias respiratórias. Infecção: o vírus penetra pela boca ou pelo nariz, localizando-se nas vias respiratórias superiores. Controle: nenhum. Sintomas e características: febre, prostração, dores de cabeça e musculares, obstrução nasal e tosse.
Rubéola: transmissão: gotículas de muco e saliva; contato direto. Infecção: o vírus penetra pelas vias respiratórias e se dissemina através do sangue. Controle: aplicação de imunoglobulina (com efeito protetor discutível). Sintomas e características: febre, prostração, erupções cutâneas (em embriões provoca a morte ou deficiências congênitas).
Varíola: transmissão: gotículas de saliva; objetos contaminados e contato direto. Infecção: o vírus penetra pelas mucosas das vias respiratórias e dissemina-se através do sangue; finalmente, atinge a pele e as mucosas, causando lesões. Controle: vacinação. Sintomas e características: febre alta e erupções cutâneas (geralmente deixando cicatrizes na pele; pode ser fatal).
Sarampo: transmissão: contato direto e indireto com secreções nasofaríngeas da pessoa doente. Infecção: o vírus penetra pelas mucosas das vias respiratórias e dissemina-se através do sangue. Controle: vacinação. Sintomas e características: febre alta, tosse, vermelhidão por todo o corpo (pode ser fatal em crianças).
Febre Amarela: transmissão: Picada de mosquitos, entre os quais se destaca o Aedes aegypti. Infecção: o vírus penetra através da pele, dissemina-se pelo sangue e localiza-se no fígado, na medula óssea, no baço e em outros órgãos. Controle: vacinação e combate aos mosquitos transmissores. Sintomas e características: febre alta, náuseas, vômitos, calafrios, prostração e pele amarelada (pode ser fatal).
Poliomielite: transmissão: alimento e objetos contaminados; secreções respiratórias. Infecção: o vírus penetra pela boca, multiplica-se no intestino, dissemina-se pelo sangue e instala-se no sistema nervoso central, onde destrói os neurônios. Controle: vacinação. Sintomas e características: paralisia dos membros; em muitos casos ocorrem apenas febres baixas e indisposição, que logo desaparecem sem causar problemas (provoca deficiência física).
AIDS (Síndrome da Imuno-Deficiência Adquirida): transmissão: sangue, esperma e muco vaginal contaminados. Infecção: o vírus penetra no organismo através de relações sexuais, uso de agulhas de injeção contaminadas ou transfusões de sangue infectado; ataca o sistema imunológico. Controle: uso de preservativos (Camisinha-vénus) nas relações sexuais e de agulhas descartáveis ou esterilizadas; controle rigoroso, por parte dos bancos de sangue da qualidade do sangue doado; ainda não existem remédios ou vacinas eficazes contra a doença. Sintomas e características: febre intermitente, diarréia, emagrecimento rápido, inflamação dos gânglios linfáticos, doenças do aparelho respiratório, infecções variadas, câncer de pele (doença mortal em 100% dos casos).
Agentes Antivirais Licenciados Pela FDA (Food and Drogs Administration)
| Drogas | Nome Comercial ® | Ano | Indicação |
| Metisazona | Marboran | 1960 | Profilaxia da varíola. |
| Idoxuridina | Stoxil, Herplex, Dendrid, Pomada oftálmica, IDU | 1962 | Ceratite por vírus herpes simplex (HSV). |
| Amantadina | Symetrel | 1966-1976 | Profilaxia da influenza A cepa asiática |
| Vidarabina | Vira-A | 1976-1978 | Ceratite por HSV |
| Aciclovir | Zovirax | 1982 | Infecção primária genital por HSV; Infecção mucocutânea por HSV em hospedeiro imunodeprimido. |
| Trifluridina | Viroptic | ? | Ceratite por HSV. |
| Interferon A | Intron A | ? | Hepatite C. |
| Ribavirin | Viramid | 1986 | Infecção pelo vírus respiratório sincicial |
| Zidovudina, AZT | Retrovir | 1987 | AIDS |
| Ganciclovir | DHPG | 1989? | Retinite por CMV em aidéticos. |
| Didanosina, ddI | Videx | 1991 | AIDS |
| Ácido forfono fórmico (FPA) | Foscarnet | 1991 | Retinite por CMV em aidéticos. |
| Zalcitabina, ddC | HIVID | 1992 | AIDS |
| Stavudina | ZERIT | 1994 | AIDS |
| Famciclovir | FAMVIR | 1995 | VZV |
| Rimantadina | Flumadine | 1995 | Influenza |
| Lamivudina, 3TC | EPIVIR | 1995 | AIDS |
| Saquinavir | Invirase | 1995 | AIDS |
| Cidofovir | Vistide | 1995 | Retinite por CMV em aidético. |
| Valaciclovir | Valtrex | 1995 | HZV em adulto imonocompetente. |
| Doxorubucin lipossomal | Doxil | 1995 | Sarcoma de Kaposi em aidético. |
| Daunorubicin | Daunaxone | 1995 | Sarcoma de Kaposi em aidético. |
| Indinavir | Crixivan | 1996 | AIDS |
| Ritonavir | Norvir | 1996 | AIDS |
| Nevirapina | Viramune | 1996 | AIDS |
| Penciclovir | Denavir | 1996 | Tratamento de herpes labial em adulto. |
| Nelfinavir | Viracept | 1997 | AIDS |
| Delavirdine | Rescriptor | 1997 | AIDS |
| Paclitaxel | Taxol | 1997 | Sarcoma de Kaposi em aidético. |
| AZT + 3TC | Combivir | 1997 | AIDS |
| Efavirenz | Suativa | 1998 | AIDS |
| Abacavir | Ziagen | 1998 | AIDS |
Bactérias
São unicelulares e estão entre os menores seres vivos conhecidos. Podem viver isolados ou formar colônias. Provavelmente são os organismos mais abundantes do planeta sendo encontrados em praticamente todos os ambientes.
Quanto a nutrição, podem ser autótrofas ou heterótrofas. As autótrofas podem sintetizar seu próprio alimento através da fotossíntese ou da quimiossíntese. As heterótrofas podem ser saprófitas, simbióticas ou parasitas.
Quanto a forma as bactérias podem ser classificadas: cocos, bacilos, espirilos e vibriões.
Cocos - bactérias de forma arredondada.
Bacilos - bactérias alongadas em forma de bastonetes.
Espirilos - são bactérias espiraladas.
Vibriões - são bactérias em forma de vírgulas.
Quanto a respiração elas podem ser aeróbias ou anaeróbias.
As bactérias tem alto poder de reprodução.
A principal forma de reprodução é a assexuada por divisão binária, bipartição ou cissiparidade. Neste caso um indivíduo se divide originando dois outros idênticos.
As bactérias podem realizar também um processo semelhante a reprodução sexuada típica, chamado conjugação: duas bactérias se ligam através de pontes citoplasmáticas; ocorre então a transferência de DNA de uma bactéria para outra. Por este processo ocorrem recombinações gênicas.
Algumas bactérias podem ser úteis ao homem e são utilizadas na agricultura, e na indústria (produção de iogurte, queijos, vinhos). Na indústria farmacêutica, bactérias do gênero Bacillus são utilizadas na produção de antibióticos. Outras bactérias são agentes causadores de diversas doenças em plantas e animais, inclusive no homem.
São também muito importante ao meio ambiente na decomposição de matéria orgânica, pois ingerem restos de animais e plantas.
Doenças Causadas por Bactérias
Tuberculose: é causada pelo bacilo Mycobacterium tuberculosis, ataca geralmente os pulmões. Há tosse persistente, emagrecimento, febre, fadiga e, nos casos mais avançados, hemoptise. O tratamento é feito com antibióticos e as medidas preventivas incluem vacinação das crianças - a vacina é a BCG (Bacilo de Calmet-Guérin) - radiografias e melhorias dos padrões de vida das populações mas pobres.
Hanseníase (lepra): transmitida pelo bacilo de Hansen (Mycobacterium lepra), causa lesões na pele, nas mucosas e nos nervos. O doente fica com falta de sensibilidade na pele. Quando o tratamento é feito a tempo, a recuperação é total.
Difteria (crupe): muitas vezes fatal, é causada pelo bacilo diftérico, atacando principalmente crianças. Produz uma membrana na garganta acompanhada de dor e febre, dificuldade de falar e engolir. O tratamento deve ser feito o mais rápido possível. A vacina antidiftérica está associada à antitetânica e à antipertussis (essa última com a coqueluche) na forma de vacina tríplice.
Coqueluche: doença típica de crianças produzindo uma tosse característica, causada pela bactéria Bordetella pertussis. O tratamento consiste em repouso, boa alimentação e, se o médico achar necessário, antibióticos e sedativos para a tosse.
Pneumonia bacteriana: embora algumas formas de pneumonia sejam causadas por vírus, a maioria é provocada pela bactéria Streptococcus pneumoniae, que ataca o pulmão. Começa com febre alta, dor no peito ou nas costas e tosse com expectoração. O médico deve ser chamado para iniciar o tratamento com antibióticos e o doente deve ficar em repouso.
Escarlatina: provocada pelo Streptococcus pyogenes. Causa dor de garganta, febre, dores musculares, náuseas e vômitos. As amígdalas ficam inflamadas, com pus, e a língua apresenta pequenas saliências ("língua de framboesa"). Depois disso surgem erupções na pele e manchas vermelho-escarlates. O médico deve ser consultado e o doente tem que ficar em repouso. De modo geral, a evolução é benigna, mas pode haver complicações causadas pela disseminação da infecção para outros órgãos do corpo.
Tétano: produzido pelo bacilo do tétano (Clostridium tetani), pode penetrar no organismo por ferimentos na pele ou pelo cordão umbilical do recém-nascido quando este é cortado por instrumentos não esterilizados. Há dor de cabeça, febre e contrações musculares, provocando rigidez na nuca e mandíbula. Há casos de morte por asfixia. A vacinação e os cuidados médicos (é aplicado o soro antitetânico em caso de ferimento suspeito) são essenciais.
Leptospirose: causada pela Leptospira interrogans, é transmitida pela água, alimentos e objetos contaminados por urina de ratos, cães e outros animais portadores da bactéria. Há febre alta, calafrios, dores de cabeça e dores musculares e articulares. É necessário atendimento médico para evitar complicações renais e hepáticas.
Tracoma: inflamação da conjuntiva e da córnea que pode levar à cegueira, é causada pela Chlamydia trachomatis. Surgem bolhas nos olhos e granulações nas pálpebras. É necessário pronto atendimento médico. A prevenção inclui uma boa higiene pessoal e o tratamento é feito com sulfas e antibióticos.
Disenterias bacilares: constituem a principal causa de mortalidade infantil nos países subdesenvolvidos, onde as casses mais pobres vivem em péssimas condições sanitárias e de moradia. São doenças causadas por diversas bactérias, como a Shigella e a Salmonella, e pelos colibacilos patogênicos. Transmitidas pela ingestão de água e alimentos contaminados, exigem pronto atendimento médico. A profilaxia só pode ser feita através de medidas de saneamento e melhoria das condições socioeconômicas da população.
Gonorréia ou blenorragia: causada por uma bactéria, o gonococo (Neisseria gonorrhoeae), transmite-se por contato sexual. Provoca dor, ardência e pus urinar. O tratamento deve ser feito sob orientação médica, pois exige o emprego de antibióticos.
Sífilis: provocada pela bactéria Treponema pallidum, é transmitida, geralmente, por contato sexual (pode passar também da mãe para o feto pela placenta). Um sinal característico da doença é o aparecimento, próximo aos órgãos sexuais, de uma ferida de bordas endurecidas, indolor (o "cancro duro"), que regride mesmo sem tratamento. Entretanto, essa regressão não significa que o indivíduo esteja curado, sendo absolutamente necessários diagnóstico e tratamento médicos. Sem tratamento, a doença tem sérias conseqüências, atacando diversos órgãos do corpo, inclusive o sistema nervoso, e provocando paralisia progressiva e morte.
Meningite meningocócica: infecção das meninges (membranas que envolvem o cérebro e a medula). Pode ser provocada por vírus, mas a forma mais comum de meningite é causada por uma bactéria - o meningococo. Os sintomas iniciais são febre alta, náuseas, vômitos e rigidez dos músculos da nuca. O doente não consegue encostar o queixo no peito e deve ser hospitalizado imediatamente, sendo submetido a tratamento por antibióticos, pois a doença pode ser fatal. Como é transmitida por espirro, tosse ou fala, é importante a notificação à escola caso uma criança a contraia.
Cólera: doença causada pela bactéria Vibrio cholerae (vibrião colérico), que se instala e se multiplica na parede do intestino delgado, produzindo substâncias tóxicas e provocando uma forte diarréia. As fezes são aquosas e esbranquiçadas (parecendo água de arroz), sem muco ou sangue. Ocorrem também cólicas abdominais, dores no corpo, náuseas e vômitos.
O grande perigo está na rápida desidratação provocada pela diarréia: o doente pode perder de um a dois litros de líquido por hora. Como conseqüência, o doente apresenta muita sede, cãibras, olhos encovados e pele seca, azulada e enrugada. Se o processo continuar, pode haver rápida insuficiência renal e morte em 24 horas ou menos. Por isso, é preciso procurar logo atendimento médico para que a perda de água seja controlada através de reidratação endovenosa com soro e antibióticos.
Mais de 90% das pessoas que contraem o cólera permanecem assintomáticos, isto é, não chegam a adoecer, podendo sofrer apenas uma diarréia branda (embora possam transmitir a doença por mais de trinta dias). A doença é contraída através da ingestão de água ou alimentos contaminados, crus ou mal cozidos (a bactéria morre em água fervida e em alimentos cozidos).
Embora haja vacinas contra o cólera, sua eficácia é apenas parcial (em geral, cerca de 50%) e dura poucos meses. Por isso, a doença somente pode ser erradicada através de medidas de higiene e saneamento básico.
Febre tifóide: causada pela Salmonella typhi, provoca úlceras no intestino, diarréia, cólica e febre. O tratamento é feito com antibióticos. A prevenção inclui vacinas e melhoria das condições sanitárias da população.
terça-feira, 29 de março de 2011
Numbers
1 one
2 two
3 three
4 four
5 five
6 six
7 seven
8 eight
9 nine
10 ten
11 eleven
12 twelve
13 thirteen
14 fourteen
15 fifteen
16 sixteen
17 seventeen
18 eighteen
19 nineteen
20 twenty
21 twenty-one
30 thirty
40 forty
50 fifty
60 sixty
70 seventy
80 eighty
90 ninety
100 a/one hundred
O ESPACO GEOGRAFICO BRASILEIRO NO PERIODO COLONIAL
A divisão política atual, em países, é produto das mudanças no espaço geográfico ao longo da história da humanidade.A revolução agrícola, ou Neolítica, representam o marco onde os homens abandonam a vida nômade, caracterizada pela caça e pela coleta e passam a domesticar os animais e a cultivar a terra.Esse espaço natural é transformado pelos homens através de seu trabalho.Essa sedentarização do homem,ou seja, fixação em um determinado local,resulta no surgimento dos primeiros núcleos populacionais,sociedades mais complexas,origem das cidades.A divisão do trabalho,o avanço da técnica,o surgimento das ferramentas mais sofisticadas resultaram em um quantidade maior de excedente,provocando uma divisão do trabalho,o surgimento de uma elite administrativa e burocrática,que centraliza cada vez mais o poder.Esse processo resulta no surgimento das primeiras cidades-estado.
Essa ocupação permanente do espaço resultaram em relações sociais mais complexas e estáveis,surge à propriedade privada,a elite se perpetua em quanto classe através dos reis,escribas,sacerdotes,militares.Etc.Os territórios das cidades-estado tendem a se expandir,através das conquistas militares.O império Romano é o exemplo disso,pois através do poderio bélico Roma anexou econômica,politicamente e socialmente o mundo ocidental ao mundo oriental então conhecido.Com o declínio do império romano uma nova forma de organização do espaço toma conta da Europa,os feudos,prevalecendo ao oposto do império Romano a descentralização política,tendo como base a propriedade da terra por parte da nobreza.A propriedade feudal tem sua produção voltada para o consumo interno,esse período histórico é marcado por uma forte retração comercial.
O renascimento comercial do final da idade-média resulta em grandes mudanças na organização econômica,política,cultural e social na Europa.Grandes feiras-livres de especiarias e produtos vindos do oriente dão origem a cidades,como Paris,a Europa passa por um processo de reurbanização e as fronteiras nacionais começam a ficar mais claras com surgimento das monarquias absolutistas, que representa a centralização do poder nas mãos dos reis com o apoio da burguesia nascente.Nascem os estados nacionais europeus,contudo,as mudanças políticas influíram sempre na dinâmica das mudanças territoriais até os nossos dias.
Estados nacionais como o espanhol e o português se fortalecem no comércio internacional de especiarias ao se lançaram na busca de novas rotas para a índia,Colombo descobre a América em missão da coroa espanhola,está aberto à expansão marítima,a era do descobrimento trás consigo uma mudança no espaço territorial mundial,descobrem-se sob o olhar do europeu novos continentes.É nesse período histórico que se dá o forte processo de acumulação primitiva de capital,que posteriormente contribui para o fortalecimento do capitalismo europeu.Essa acumulação primitiva de capital só foi possível devido ao forte processo de exploração que as metrópoles européias submetiam as suas colônias no novo mundo,retirando seu ouro,prata,cobre e tudo mais o que fosse possível vender.
É com a Revolução Francesa,em 1789,que o conceito de nação baseado na unidade política se desenvolveu.A burguesia detentora do poder econômico arrancou de forma revolucionária o poder político da nobreza e do clero,tendo seus ideais sido propagados pelos quatro cantos do planeta.A questão das fronteiras estáveis e rigidamente estabelecidas ,como forma de controle político e econômico,ampliando o conceito de Estado,até então mais identificado com questões culturais ,agregando a noção de estado uma concepção política.A questão do estado passa a ser a partir daí um dos principais valores da classe burguesa da Europa ocidental.
Com a Revolução industrial tem começo um forte processo de urbanização do espaço,incrivelmente acelerado,sendo que a taxa de população inglesa urbana ultrapassa a taxa de população rural.Esse processo alastra-se rapidamente por toda a Europa.Com o aparecimento das fábricas,o espaço passa a se organizar de forma diferente,o que resultou no aparecimento das cidades industriais.Em pouco tem a Inglaterra tornou-se a nação mais poderosa do mundo,conquistado a maior parte dos territórios da áfrica e Ásia,etc, através de seu poder político.É promovida uma verdadeira partilha colonial entre os imperialismo europeus,devemos destacar o capitalismo francês e alemão desenvolvidos em um segundo período da revolução industrial.A busca por territórios,que representavam novos mercados para a crescente capacidade produtiva.Essas tenções entre as nações européias,em especial entre a Inglaterra e a Alemanha que já superava a primeira no cenário econômico mundial sãos os embriões que pariram a primeira grande guerra mundial .
Com a primeira guerra mundial nasce à supremacia econômica norte-americana,a configuração territorial tem novas mudanças com o fim dos impérios Austro-Húngaro,originando a Tchecoslováquia ,Hungria e Polônia.O império russo caí dando lugar à união soviética e ao primeiro estado operário da história,no oriente médio tem o fim do império Turco Otomano.A paz humilhante imposta à Alemanha,a crise econômica de 29,será um terreno fértil para o nazi – fascismo resultando já nos germes da segunda grande guerra mundial.Após,o término da guerra em 45 estala-se uma nova ordem,de bipolaridade entre o capitalismo e o socialismo.